Sangue (1996)

 

O sangue

o sangue nas mãos

nas minhas mãos

o sangue do coração.

 

Tento me controlar

o sangue escorre

entre meus dedos

junto ao chão

o sangue cai e morre.

 

Eu então choro

o choro arde a minha face

não! Não é lágrimas

é sangue

o sangue renasce.

 

Eu sou um anjo

não! Sou um demônio

sou um homem

sou antônimo, sou sinônimo.

 

O sangue

o sangue na minha mão

o sangue é meu

de quem morreu

por insistir na paixão.             

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