Fé (1997)

 

Dei forma de um barco

numa folha de papel

com o sopro fiz o vento

que o carregou para o  mundo cruel.

Dei cor a um desenho

onde lhe faltava brilho

com um lápis pintei de verde

a mãe natureza, pois sou seu filho.

Libertei o canário da gaiola

para voar livremente

mesmo assim eu o vi morrer

pela liberdade que move a gente.

Dei vazão ao meu sentimento

quando a luz eu vi apagar

sinais de um novo tempo

quando mais um lágrima eu derramar.

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