O poema (1995)

 Na vastidão do silêncio impuro

ouço vozes que nada me dizem

ouço gemidos que me dizem tudo

mas o silêncio sufoca qualquer barulho.

Na escuridão eu vejo os teus olhos

que assassinam qualquer coração

mostrando teu reflexo nos meus olhos

um reflexo do nada...

tento entender o teu jeito estranho

a densa forma invisível da tua sombra

os teus lábios que tanto me atraem

a tua alma que me assombra a noite.

Você me surgiu como um fantasma

me ensinando tudo, dizendo nada

agora você vai embora

e eu... eu fico sozinho no silêncio da chuva

mais uma vez esperando a minha hora.

 

O poema é uma declaração de amor

que se compõe para a mulher amada

um incrível sentimento de dor

quando a mesma mulher

nos diz... NADA.

Comentários

  1. Como diz o poema muitas vezes o silenciar é o antibiótico para o espírito.

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