Estranha (1995)

Você do outro lado da rua 

com cabelos ao vento 
tão linda e tão charmosa
 
que me deixa desatento.
 
Você que não sabe que eu existo
 
e da qual já pertence meu coração
 
insisto em um olhar fixo
 
na esperança de reter seu coração.
 
Você que ainda me é uma estranha
 
de rosto belo e olhar intrigante
 
a qual ganhou o meu amor por um instante
 
talvez também pense em felicidade.
 
Você com jeito de Pallas
 
num corpo de mulher adulta
 
adjetivando palavras excitantes
 
num corpo que algo oculta.
 
Você do outro lado da rua
 
Você que não sabe que eu existo
 
Você que ainda me é uma estranha
 
Você com jeito de Pallas
 

Você que me faz escrever... palavras.  

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